
Agosto Lilás é uma campanha de conscientização e combate à violência contra a mulher. O mês foi escolhido para a campanha por marcar o aniversário da sanção da Lei Maria da Penha, a lei brasileira mais importante no enfrentamento a esse tipo de violência.
A campanha, que teve início em 2016, busca informar e sensibilizar a sociedade sobre os diferentes tipos de violência doméstica e familiar previstos na lei — física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. O objetivo é encorajar denúncias e mostrar que as vítimas não estão sozinhas. A cor lilás simboliza a luta e a resistência feminina, dando um rosto e um nome para a causa.
A violência contra a mulher não deixa apenas marcas físicas. Ela causa um impacto profundo na saúde mental, afetando a vida da vítima de diversas formas. Viver em constante medo, ter a autoestima destruída e ser isolada socialmente são fatores que podem levar a sérios problemas como:
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): Reviver os traumas através de pesadelos e flashbacks.
Depressão e ansiedade: Sentimentos de tristeza profunda, desesperança, medo e preocupação constantes.
Baixa autoestima e isolamento social: A mulher pode se sentir culpada, incapaz e com vergonha, se afastando de amigos e familiares.
É essencial entender que esses são sintomas de uma violência sofrida, e não fraqueza. Procurar ajuda psicológica é um passo fundamental para a recuperação.
Onde procurar ajuda?
Existem diversas redes de apoio para as mulheres que sofreram violência, oferecendo acolhimento e assistência psicológica gratuita:
Ligue 180: A Central de Atendimento à Mulher não é apenas para denúncias, mas também para acolhimento e orientação sobre os serviços disponíveis na sua região.
Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs): Presentes em várias cidades, esses centros oferecem atendimento multidisciplinar com psicólogos, assistentes sociais e advogados.
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs): Além de registrar a ocorrência, a DEAM também pode encaminhar a vítima para a rede de apoio, incluindo atendimento psicológico.
Serviços do SUS: Em muitos casos, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte psicológico para vítimas de violência, através de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou unidades de saúde especializadas.
Universidades: Algumas universidades possuem clínicas de psicologia que oferecem atendimento gratuito ou a baixo custo, feito por estudantes sob supervisão de professores.
Lembre-se: pedir ajuda é um ato de coragem. Você não precisa enfrentar isso sozinha.
Por Geórgia Lima